Comprar ou alugar imóvel: como fazer a conta
Como comparar compra financiada e aluguel com números, e quando cada opção tende a fazer mais sentido.
Comprar ou alugar? É uma das dúvidas mais comuns de quem procura onde morar, e não existe resposta única. A conta depende do preço do imóvel, do valor do aluguel, dos juros do financiamento, do dinheiro disponível para a entrada e dos planos de cada família para os próximos anos.
Este artigo mostra como comparar as duas opções com números hipotéticos e dados de mercado de Fortaleza. Ele não é recomendação financeira: serve para organizar a decisão.
O que entra na conta de quem compra
Quem compra um imóvel financiado tem, além da parcela, outros custos, que variam conforme o banco, o município e o cartório:
- Entrada. Os bancos costumam financiar uma parte do valor, e o restante sai do bolso do comprador.
- Impostos e cartório. ITBI, escritura e registro somam alguns por cento do valor do imóvel e são pagos na compra.
- Juros. No fim de outubro de 2026, os três maiores bancos privados subiram as taxas do crédito imobiliário: no Bradesco, a partir de 15% ao ano, mais TR; no Itaú, a mínima foi para 12,95% ao ano, mais TR; no Santander, para 12,49% ao ano, mais TR.
- Custos de dono. IPTU, condomínio e manutenção passam a ser do proprietário, inclusive as despesas extraordinárias do condomínio.
O que entra na conta de quem aluga
Quem aluga paga o aluguel, as despesas ordinárias do condomínio e, quando o contrato prevê, o IPTU. Pela Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91, artigo 22, inciso VIII), impostos e taxas são do proprietário, a menos que o contrato diga o contrário, mas, na prática, o repasse do IPTU ao inquilino é comum nos contratos de aluguel. O inquilino não paga entrada, ITBI nem cartório, e a manutenção estrutural do imóvel continua sendo do proprietário. Em compensação, o aluguel é reajustado todo ano e o imóvel não vira patrimônio de quem mora.
O ponto que costuma ficar de fora da comparação é o dinheiro da entrada. Quem aluga pode deixar esse valor aplicado, e o rendimento entra na conta.
Um exemplo com números
Com números hipotéticos, considere um apartamento de R$ 400.000 em Fortaleza:
- Alugando: o aluguel seria de cerca de R$ 1.800 por mês, o que corresponde a 5,4% ao ano do valor do imóvel, um pouco acima da média da cidade. Pelo Índice FipeZap, o aluguel residencial em Fortaleza correspondia, em setembro de 2026, a cerca de 4,9% ao ano do preço de venda dos imóveis, o que daria pouco mais de R$ 1.600 para um imóvel de R$ 400.000.
- Comprando: com entrada de R$ 80.000 e financiamento de R$ 320.000 em 30 anos a 12% ao ano, a primeira parcela pelo sistema SAC ficaria em torno de R$ 3.900, mais a TR e os seguros obrigatórios do financiamento, e só os juros do primeiro mês passariam de R$ 3.000. As parcelas do SAC diminuem com o tempo.
Na largada, a parcela é mais que o dobro do aluguel. E os R$ 80.000 da entrada, se ficassem aplicados em renda fixa atrelada à Selic, que estava em 13,75% ao ano em outubro de 2026, renderiam em torno de R$ 700 por mês depois do Imposto de Renda, cuja alíquota sobre o rendimento vai de 22,5% a 15%, conforme o prazo da aplicação (Lei 11.033/2004, artigo 1º).
Por esse ângulo, alugar sai mais barato hoje. Mas a conta muda ao longo dos anos: o aluguel sobe com os reajustes, as parcelas do SAC caem, o imóvel pode valorizar e, ao fim do financiamento, o comprador deixa de pagar moradia.
Quando comprar tende a fazer mais sentido
- Quando há dinheiro para uma entrada maior, o que reduz os juros pagos ao banco.
- Quando a família pretende ficar muitos anos no mesmo lugar.
- Quando o crédito fica mais barato, por exemplo com queda dos juros.
- Quando a estabilidade de ter a casa própria pesa mais do que a conta financeira.
Quando alugar tende a fazer mais sentido
- Quando a carreira ou a família ainda podem mudar de cidade ou de bairro.
- Quando não há reserva para entrada, impostos e mudança sem apertar o orçamento.
- Quando os juros estão altos, como agora, e a diferença entre parcela e aluguel é grande.
- Quando a pessoa prefere manter o dinheiro aplicado e com liquidez.
Alugar também pode ser uma etapa: morar de aluguel enquanto junta uma entrada maior e espera condições melhores de crédito. Para conhecer as regras gerais da locação, que valem para os dois lados do contrato, veja o artigo sobre a Lei do Inquilinato, e, sobre os custos do condomínio, o artigo sobre quem paga a taxa extra de condomínio.
Como fazemos na Brasil de Andrade
Aqui na Brasil de Andrade, administramos imóveis residenciais e comerciais para aluguel em Fortaleza. Para quem decide alugar, a nossa vitrine de imóveis disponíveis mostra as opções do momento. No início de toda locação, fazemos uma reunião de acolhimento com o inquilino, e o atendimento durante o contrato é feito por pessoas.
Se quiser conversar sobre um imóvel, chame no WhatsApp (85) 3121-4747, de segunda a sexta, das 8h às 18h.
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Perguntas frequentes
É melhor comprar ou alugar imóvel?
Depende do preço do imóvel, do aluguel, dos juros e dos planos da família. Com juros altos, como em outubro de 2026, a parcela do financiamento tende a ficar bem acima do aluguel de um imóvel parecido.
Quais custos entram na compra além da parcela?
Entrada, ITBI, escritura e registro, além dos seguros do financiamento. Depois da compra, IPTU, condomínio (inclusive despesas extraordinárias) e manutenção passam a ser do proprietário.
Por que considerar o dinheiro da entrada na conta?
Porque quem aluga pode deixar esse valor aplicado. O rendimento ajuda a pagar o aluguel e precisa entrar na comparação.
Alugar é jogar dinheiro fora?
Não necessariamente. O aluguel paga o uso do imóvel, assim como os juros pagam o uso do dinheiro do banco. A comparação justa soma todos os custos dos dois lados.
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Paulo Andrade conduz a Brasil de Andrade desde 2008.
